Visceral, poeta, gênio. Incompreendido,
injustiçado, marginalizado. Turrão, teimoso, irascível. Maldito. Os epítetos
para definir Sérgio Sampaio são muitos, e nenhum deles dá conta da figura
mítica do músico cachoeirense. Os clichês, na verdade, vêm feito muletas, no
amparo do desconhecimento de uma obra faustosa, ainda relegada ao subterrâneo
do imaginário nacional. Vinte anos após sua morte – ele foi vítima de uma crise
de pancreatite, derivada do abuso de álcool –, completados hoje, uma série de
projetos têm tentado resgatar do limbo o nome de Sampaio, desde shows com seu
repertório e página na internet a gravações de faixas inéditas.
