domingo, 1 de agosto de 2010

Sete Violeiros lá na Casa dos Carneiros





Vítória da Conquista aos dezessete de abril de dois mil e dez, Gameleira. Corrêmo o trecho, ribanceira a baixo, em rodopio, estrada de terra, caatinga, restinga era coisa encantada. O silêncio puro dali trazia nitidamente o que encorpava a música de Elomar.

Lua minguante, tava um filetizinho, uma nesguinha de luã, quando eu tatiei a porteira do mestre dos mais inusitados versos sacros, das loas fumegantes, das crônicas sertanezas mais apaixonantes, só a luz do vizinho de frente lumiava os dizêre - CASA - DOS - CARNEIROS. A furria daquele trovador tinha cheiro de estrume, ação de melpoejo pras vias aéreas. A charmosa bilheteria era o prelúdio de um terreiro bem pisado, preparado pro trupé da noite.

O lugar me lembrou A casa da Rabeca do Brasil, Olinda, onde celebramos a música num grande e genuíno quintal. No palco, canto esquerdo, Dércio Marques ganhou movimento e cor aos meus olhos. O concerto foi um chuleado de emoções, tudo fazia a água, aqui e acolá, escapuli dos olho, inda mais quando em uníssono dolente, ARRUMAÇÃO foi entoada verso a verso, sem vexame, pela malungada.

O Bode nos arrecebeu, na saleta reservada a arreunir os internautas elomarianos. E foi assim que fiquemo! Do cheiro de esterco, que a brisa as vezes trazia, até o silêncio daquele pedaço de oco, tudo foi íncrivel. Mas aquele carneiro assado... Avimaria cem vezes!!!

Cleide Lima

6 comentários:

  1. magnifico seu blog, parabens.
    daniel

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    1. Agradeço a visita à Quadrada, abraços!

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  2. Conheci o seu blog apenas e infelizmente só hoje. Como vê, perdi muito tempo. Ele é realmente muito bom. Parabéns. Paulo Horta/BH.

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    1. Agradeço a visita Paulo, salve a música!

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  3. Antance, estamu juntu!!! Abraços!!!

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